* 1.1 Pregador. O original hebraico enfatiza a função de Salomão como aquele que convoca a comunidade da Aliança a fim de testemunhar e de celebrar a glória do Rei dos céus que enche seu templo terrestre (1 Rs 8). As palavras de Salomão, pois, foram dirigidas ao povo de Deus, e não aos agnósticos.
filho de Davi. Ver Introdução: Autor.
* 1.2 Vaidade. Essa palavra, no hebraico, significa “sopro” ou “neblina”, ou seja, aquilo que é “inútil”, “fútil” ou “não-substancial”. A morte dos seres humanos torna inúteis os feitos e desejos das pessoas que criam as culturas terrenas (“debaixo do sol”).
tudo. Essa palavra é qualificada pela frase “debaixo do sol” (vs. 3), e aponta para tudo quanto as pessoas experimentam com os seus sentidos (vs. 8).
* 1.3-11 A frase “Que proveito tem o homem?” provê o tema desse poema de abertura, enfocando a atenção do leitor sobre a evidente futilidade do trabalho e do estudo. Embora essas coisas ofereçam alguma satisfação de realização, a morte parece torná-las sem significado.
* 1.3-8 Por causa da morte, as pessoas precisam recomeçar continuamente suas labutas culturais. Nunca ficam completamente satisfeitas ante os resultados, e são impulsionadas a repetir esforços anteriores.
* 1.3 proveito. A idéia de que o labor da vida não tem proveito, apresentada aqui como uma pergunta retórica, é declarada diretamente em 2.11.
debaixo do sol. Essa frase é sinônima de “debaixo do céu” e “sobre a terra”. O equivalente paulino é: “mundo perverso” (Gl 1.4). As energias investidas sobre os reinos terrenos com frequência não têm valor para o reino dos céus (Mc 8.36). Em contraste, a obra do Senhor não é vã (Jo 6.27-29; 1Co 15.58).
1:8 Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir.
1:9 O qe foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.
1:10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.
1:11 Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas.