PREGAÇÃO

1-14

 

4.1 Senhores, tratai os servos com justiça e com eqüidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu.

 

2-6 A oração e a prudência

 

 4:2 Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.

                                                                   

 4:3 Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado;

 

 4:4 para que eu o manifeste, como devo fazer.

 

 4:5 Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.

 

 4:6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.

 

7-9 Tíquico e Onésimo

 

 4:7 Quanto à minha situação, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro, e conservo no Senhor, de tudo vos informará.

 

 4:8 Eu vo-lo envio com o expresso propósito de vos dar conhecimento da nossa situação e de alentar o vosso coração.

 

 4:9 Em sua companhia, vos envio Onésimo, o fiel e amado irmão, que é do vosso meio. Eles vos farão saber tudo o que por aqui ocorre.

 

10-17 As saudações finais

 

 4:10 Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o),

 

 4:11 e Jesus, conhecido por Justo, os quais são os únicos da circuncisão que cooperam pessoalmente comigo pelo reino de Deus. Eles têm sido o meu lenitivo.

 

 4:12 Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.

 

 4:13 E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodicéia e pelos de Hierápolis.

 

 4:14 Saúda-vos Lucas, o médico amado, e também Demas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*          4.2-6  Duas outras maneiras nas quais os crentes podem “pensar nas cousas lá do alto” (3.2) são a oração (Ef 6.18-20, nota) e falar de sua fé de forma sábia e persuasiva aos de fora a fim de que possam ser trazidos à plenitude de vida em Cristo.

 

*          4.7-17  A carta termina com uma visão rápida da complexa e fluida rede de líderes que mantinham unidas as igrejas de Paulo.  Alguns nomes aparecem também em Fm 23, 24.

 

*          4.7  Tíquico.  O principal portador das cartas aos Colossenses, a Filemom e aos Efésios (Ef 6.21, 22).  Mencionado pela primeira vez como integrante da comitiva de Paulo em Atos 20.4.  Tíquico era da província romana da Ásia (na atual Turquia) e parece ter sido um dos mensageiros da maior confiança de Paulo até o fim de seu ministério (2Tm 4.12; Tt 3.12).

 

*          4.9  Onésimo.  Ver Introdução a Filemom.

 

*          4.10  Aristarco.  Este judeu de Tessalônica teve notória participação no tumultuado ministério de Paulo em Éfeso (At 19.29).  Ele tinha viajado na companhia de Paulo pela Grécia (At 20.4) e até Jerusalém e Roma (At 27.2), onde ele agora estava preso com Paulo.

 

Marcos.  O racha ocorrido mais de uma década antes entre Paulo e os primos Barnabé e João Marcos (autor do Evangelho de Marcos, At 13.13; 15.37-40) havia cicatrizado  (2Tm 4.11; Fm 24).  A menção especial que Paulo faz com relação a Marcos testifica o poder da obra reconciliatória de Cristo (1.20-22) e a paz que deve reinar dentro do corpo de Cristo (3.15).

 

*          4.11  Jesus, conhecido por Justo.  Desconhecido senão por essa menção.

 

*          4.12  Epafras.  Ver 1.7; Introdução: Data e Motivo.

 

*          4.13  Hierápolis.  Ver Introdução: Data e Motivo.

 

*          4.14  Lucas.  Esse companheiro de viagem de Paulo em Atos estava com Paulo naquela que pode ter sido a véspera de sua morte (2Tm 4.11).  Como autor do Evangelho de Lucas e de Atos, ele também era cronista de Paulo.  Embora sua obra mostre que era excepcionalmente letrado, a menção de sua ocupação não implica que fosse necessariamente um homem de posição social privilegiada, pois muitos médicos freqüentemente eram escravos.

 

Demas.  Demas abandonou a Paulo durante sua segunda prisão em Roma (2Tm 4.10).  Ele é mencionado uma outra vez somente (Fm 24).

 

*          4.15  Ninfa.  Ver referências laterais.  Alguns manuscritos identificam essa pessoa, que hospedou a Igreja de Laodicéia em sua casa, como sendo uma mulher.  Há várias referências a mulheres (cujo estado civil não é mencionado) como protetoras ou hospedeiras de igrejas ou, ainda, como obreiras  no ministério (At 12.12; 16.13-15; Rm 16.1, 2, 6, 7, 12, 13; Fp 4.2, 3; 2Jo 1, 5).  O modelo para o  relacionamento entre homens e mulheres, particularmente maridos e esposas, apresentado em 3.18 e textos paralelos (1Co 14.33-35; Ef 5.22-33; 1Tm 2.11-15) não era incoerente com a parceria no ministério que existia entre homens e mulheres na igreja primitiva.

 

igreja... sua casa.  De acordo com as evidências existentes, até a metade do terceiro século as igrejas não possuíam edificações distintas para o culto.  Até essa época, as igrejas reunidas em casas eram a norma.  Aquelas pessoas que exerciam um ministério de hospitalidade tendo igrejas em suas casas eram importantes benfeitores da igreja primitiva (At 12.12; Rm 16.5; 1Co 16.19; Fm 2) Sobre hospitalidade, ver Rm 12.13; 1Tm 3.2; Tt 1.8; Hb 13.2; 1Pe 4.9.

 

*          4.16  a dos de Laodicéia.  Alguns sugerem que Paulo refere-se à carta aos Efésios, que não traz destinatário em alguns manuscritos antigos e que pode ter surgido como uma carta circular (Introdução aos Efésios: Data e Motivo).

Uma vez que Tíquico também é o portador de Efésios (Ef 6.21, 22),  a conclusão de que a carta aos Efésios e  "a dos de  Laodicéia"  fossem idênticas faria supor que Colossenses e Efésios tivessem sido escritas à mesma época e que Tíquico tivesse viajado primeiro a Laodicéia e depois para Colosso.  Entretanto, parece-nos mais simples supor, com base na forma mais reflexiva de Efésios, que essa foi escrita algum tempo depois de Colossenses e que Tíquico, em uma viagem posterior, levou a carta aos Efésios de igreja em igreja (isso se, de fato, foi uma carta circular).  A melhor proposição para a identidade da carta de Laodicéia é que tratava-se de uma carta distinta que desapareceu.

 

*          4.17  Arquipo.  Se Filemom era o hospedeiro da igreja em Colosso, a qual havia presenciado o incidente de Onésimo, esse versículo pode ser uma boa indicação de que Arquipo era o líder espiritual dessa igreja.

 

*          4.18  de próprio punho.  Era hábito de Paulo ditar suas cartas, porém, escrever, ele mesmo, as últimas frases.  Essas seções conclusivas variavam conforme as circunstâncias.  Algumas vezes, continham saudações pessoais para fortalecer os laços entre ele mesmo e os obreiros e as igrejas a ele relacionados (vs. 7-17; Rm 16); outras vezes, um resumo do conteúdo da carta (p.ex., Gl 6.11-17); e, em algumas outras vezes, uma assinatura que garantia a autenticidade da carta (1Co 16.21; Fm 19).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Epístola do Apóstolo Paulo aos Colossenses

 

Autor:

Colossenses foi escrita por Paulo o apóstolo (1.1; 4.18). Embora muitos estudiosos modernos tenham dúvidas a respeito de ser de Paulo a autoria desta carta, faltam bases convincentes  para questionar a sua autenticidade. A linguagem e o estilo estão bem dentro da gama das variações que Paulo mostra noutros escritos e, conquanto certos aspectos do vocabulário de Colossenses sejam distintivos (p. ex.  “plenitude”, “mistério”, “rudimentos” e “humildade”), estes se devem em grande medida ao fato de Paulo usar a linguagem de seus oponentes para refutá-los.

O fato de nenhuma ordem hierárquica da igreja estar em evidência, e de não  haver nenhuma referência a alguma autoridade formal na igreja, aponta reveladoramente para o período em que Paulo e seus associados estavam, eles próprios, trabalhando nas igrejas que fundaram.

 

Data e Ocasião:

Paulo nunca visitou Colossos (2.1). A igreja lá  foi fundada  por um colossense chamado Epafras, aparentemente como fruto do ministério de Paulo em Éfeso (53-55 d.C.), de onde “todos os que moravam na Ásia ouviram a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos” (At 19.10). Cerca de cinco a sete anos mais tarde, o fundador da igreja colossense juntou-se a Paulo na prisão em Roma (At 28; Cl 4.12, 13) para contar ao apóstolo sobre um estranho ensinamento que ameaçava a saúde de sua igreja local, e para permanecer com Paulo para orarem pelas igrejas do vale do Lico.

Em tempos anteriores, Colossos, uma cidade sobre o rio Lico, no sudeste da Ásia Menor,  tinha sido uma cidade grande e próspera, desfrutando de uma florescente indústria de lã e de uma estratégica localização sobre uma importante rota nacional de comércio entre  Éfeso, 160km a oeste, e o Eufrates, cerca de 640km a leste. Nos tempos romanos, contudo, colossos tinha declinado  à face do crescimento de duas outras cidades do vale de Lico: Laodicéia, a capital distrital 16km a oeste, e  Hierápolis, famosa por suas fontes terapêuticas, cerca de 20km a noroeste. Nos dias de Paulo, Colossos era uma cidade comercial de pouca importância, com certeza a menos significativa cidade de todas aquelas às quais foram endereçadas as cartas de Paulo, ainda existentes.

 

Características e Temas:

Os cristãos a quem Paulo endereça esta carta estavam lutando com uma forma de filosofia judaica de influência grega que considerava os cristãos ainda vulneráveis às forças espirituais. Pensava-se que estas forças precisavam ser aplacadas através de veneração, através de algum tipo de  ascetismo na comida e bebida, e pela honra  dada a certos dias prescritos na lei cerimonial do Antigo Testamento. A epístola tem o propósito de ajudar os cristãos a entender que, para ganharem aceitação perante Deus, eles precisam de Cristo somente. Deus já os aceitou em virtude de sua união com Cristo na sua morte e ressurreição. Conquanto exista ainda uma maturidade, uma perfeição, que ainda se apresenta perante eles como um alvo (1.22, 23, 28), também nele, estavam aperfeiçoados (2.10).

 

Dificuldades Interpretativas:

Paulo trata do falso ensinamento em Colossos.  Frigia, a região do centro-sul da Ásia Menor onde Colossos estava localizada, é uma área com uma história religiosa peculiar. Em tempos antigos, a região originou a adoração da deusa Cibele, cujo culto (renovado durante a era romana) era caracterizado pelo ritual de purificação através do sangue de um touro, estados de êxtase, arrebatamento profético e dança inspirada. Na última metade do segundo século d.C., a Frigia tornou-se o centro de uma distorcida versão do cristianismo  conhecida como montanismo,  um ensinamento que prezava  a profecia extática e apocalíptica, liberdade das responsabilidades da vida diária e rigorosos jejuns e penitências para  a pureza ritual.

Dentro de poucos anos após a introdução do cristianismo entre esses frígios, Epafras e Paulo descobriram que havia emergido um desejo por algo mais do que o Cristo crucificado e ressurreto. É notoriamente difícil reconstruir o falso ensinamento ao qual Paulo estava respondendo,  porque a carta é antes uma crítica do erro do que uma declaração positiva da suficiência  da pessoa e obra de Cristo. Contudo, certas características do falso ensinamento vêm à tona.

Pretendia ser uma “filosofia” (2.8), um termo que freqüentemente, na era helenista, referia-se não a uma investigação racional, mas para ocultar especulações e práticas baseadas num corpo de tradição.

O ensinamento parece ter sido principalmente judaico, como é evidenciado pelo valor atribuído às ordenanças legais, às regras de alimentação, à observância do sábado e da lua nova e outras prescrições do calendário judaico (2.16). Embora a circuncisão seja mencionada, não era necessariamente considerada como um dos requerimentos legais (2.11)

O papel dos espíritos angelicais foi também um importante elemento neste ensinamento. Três fatores chaves apontam para isto. Há destaque para a superioridade e vitória de Cristo sobre “principados” e “potestades”  (1.16: 2.10,15).

A frase “rudimentos do mundo” (2.8, 20; cf. Gl 4.3) também indica seres angelicais. Uma antiga e popular linha de interpretação entende que Paulo discute contra os “rudimentos” e sustenta que a vida com Deus vem através de obras de justiça. Contudo, a competição entre Cristo e  seres espirituais  implícita na carta sugere um contexto mais transcendente e sinistro. A palavra grega traduzida por “rudimentos” era usada neste período para referir-se a deuses de estrelas e planetas, e até mesmo aos elementos físicos (terra, vento, fogo e água) que, pensava-se, controlavam o destino de homens e mulheres. A deusa frigia Cibele e seu amante Atis foram transformados, antigamente, pela piedade popular pagã, em poderes astrais e cósmicos.

Nessa linha de pensamento, até mesmo algum pensamento judeu unia os anjos a poderes astrais que protegiam os planetas. Mais ainda, a literatura judaica intertestamentária concebia Israel  apanhado entre dois reinos, um bom e um mau, e ambos reivindicavam fidelidade. A vitória do bem e a derrota do poder do mal  eram entendidas  como sendo prometidas  se Israel se arrependesse, obedecesse plenamente e guardasse perfeitamente o sábado. Os  colossenses parecem ter-se colocado debaixo da influência de uma combinação de piedade judaica e pagã, que se apresentava como um sistema filosófico que encorajava submissão a estes astrais ocultos ou poderes cósmicos.

O papel dos anjos, nessa heresia dos colossenses é evidente na frase  “culto dos anjos”(2.18). Os primeiros cristãos sabiam  que havia anjos que tinham sido agentes na criação e na entrega da lei (At 7.53; Gl 3.19; Hb 2.2). O falso ensinamento em Colossos tinha confundido o limitado e legítimo papel dos anjos como “espíritos ministradores” (Hb 1.14)  com o maior papel atribuído a anjos em algumas partes do judaísmo, para não mencionar o poder astral dos gentios. Como um meio de vencer o medo destes poderes astrais ou cósmicos, e aos aspectos das revelações que os assim chamados “filósofos” recebiam em estados de êxtase, os colossenses estavam sendo pressionados para se tornar ascéticos e adorar anjos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Epístola aos Colossenses

Grego

Esboço

Introdução

Linha de tempo

 

1-4.18

1 Prefácio e Saudação 1-14

3-8 Ação de graças

9-14 Paulo ora pelos colossenses

13-23 A excelência da pessoa e da obra de Cristo. Em Louvor do Filho

15-17 Cabeça sobre a criação e os poderes cósmicos

21-23 O propósito e efeito da reconciliação

24-29 A missão de Paulo. O mistério do evangelho

1.24-2.7 O propósito do ministério de Paulo e seu interesse pelos colossenses

Notas

   

2 O interesse de Paulo pelos colossenses 1-5

6-7 O desejo de Paulo pelo progresso espiritual dos colossenses

8-10 Não o vazio das tradições humanas, mas a plenitude em Cristo

8-15 A advertência contra falsos ensinos

8-23 A suficiência  e divindade de Cristo e a sua obra redentora

11-15 Renovação e vitória em Cristo

20-23 O cerimonialismo, sombra de coisas futuras. Liberdade da lei e do ascetismo

20-23 A obediência e tais práticas não vence o pecado.

Notas

 

3 A união com Cristo glorificado. A base para a obediência 1-4

1-17 Despojando-se da velha natureza, revestindo-se da nova

3.1- 4.6 Vida com Cristo

5-11 Os resultados dessa união. Os vícios devem ser abandonados. Morte da velha natureza

9-14 Nova vida com Cristo

12-17 As virtudes devem ser cultivadas

15-17 A paz, a palavra e a adoração de Cristo

18-25 Os deveres da família

3.18- 4.6 Instruções para a vida cristã e os relacionamentos sociais

Notas

 

4

2-6 A oração e a prudência

7-9 Tíquico e Onésimo

10-17 As saudações finais

18 Saudação pessoal. A benção

Notas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tema

-A VOZ QUE ESCUTO

INTRODUÇÃO

TÓPICO 1