1-35
3. O homem
da mão ressequida 1-6
3:1 De novo,
entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das
mãos.
3:2 E estavam
observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem.
3:3 E disse Jesus
ao homem da mão ressequida: Vem para o meio!
3:4 Então, lhes
perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou
tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.
3:5 Olhando-os ao
redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem:
Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada.
3:6 Retirando-se
os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe
tirariam a vida.
7-12 Jesus
se retira. A cura de muitos a beira-mar
3:7 Retirou-se
Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galiléia uma
grande multidão. Também da Judéia,
3:8 de Jerusalém,
da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande
multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele.
3:9 Então,
recomendou a seus discípulos que sempre lhe tivessem pronto um barquinho, por
causa da multidão, a fim de não o comprimirem.
3:10 Pois curava a
muitos, de modo que todos os que padeciam de qualquer enfermidade se arrojavam
a ele para o tocar.
3:11 Também os
espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e exclamavam: Tu és
o Filho de Deus!
3:12 Mas Jesus
lhes advertia severamente que o não expusessem à publicidade.
13-19 A
escolha dos doze discípulos
3.13-6.6
Proclamação do Reino de Deus
3:13 Depois, subiu
ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele.
3:14 Então,
designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar
3:15 e a exercer a
autoridade de expelir demônios.
3:16 Eis os doze
que designou: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro;
3:17 Tiago, filho
de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer
dizer: filhos do trovão;
3:18 André,
Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o
Zelote,
3:19 e Judas
Iscariotes, que foi quem o traiu.
20-30 A
blasfêmia dos escribas
3:20 Então, ele
foi para casa. Não obstante, a multidão afluiu de novo, de tal modo que nem
podiam comer.
3:21 E, quando os
parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora
de si.
3:22 Os escribas,
que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possesso de Belzebu. E: É
pelo maioral dos demônios que expele os demônios.
3:23 Então,
convocando-os Jesus, lhes disse, por meio de parábolas: Como pode Satanás
expelir a Satanás?
3:24 Se um reino
estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
3:25 se uma casa
estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.
3:26 Se, pois,
Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir, mas
perece.
3:27 Ninguém pode
entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só
então lhe saqueará a casa.
3:28 Em verdade
vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as
blasfêmias que proferirem.
3:29 Mas aquele
que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é
réu de pecado eterno.
3:30 Isto, porque
diziam: Está possesso de um espírito imundo.
31-35 A
família de Jesus
3:31 Nisto,
chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram
chamá-lo.
3:32 Muita gente
estava assentada ao redor dele e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e
irmãs estão lá fora à tua procura.
3:33 Então, ele
lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?
3:34 E, correndo o
olhar pelos que estavam assentados ao redor, disse: Eis minha mãe e meus
irmãos.
3:35 Portanto,
qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
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sergiovalentin
* 3.1 ressequida uma das mãos.
Esta não era uma doença de vida ou morte, cuja cura era permitida no dia de
Sábado, segundo as regras dos fariseus (v. 4, nota). A ação de Jesus pareceria
uma provocação deliberada tanto quanto um ato de misericórdia.
* 3.2 estavam observando a Jesus. Os fariseus (v. 6) fizeram da ação de Jesus
uma prova, como evidentemente Jesus queria que eles fizessem.
* 3.4 É
lícito. Jesus antecipa a crítica deles, reiterando o
ensino a respeito do Sábado, ensino que ele começou em 2.25-28. Os fariseus
sustentavam que só a ajuda essencial ao doente era lícita no Sábado. Jesus
mostra que a interpretação deles era contra o espírito do mandamento, que
existia para promover o bem(2.27). O bem que Jesus faz, trazendo a redenção,
é exigido e não proibido, pela lei divina.
* 3.6 herodianos.
Um grupo político, não religioso, que apoiava a dinastia de Herodes. Apoiavam a
aliança com Roma e dependiam dela. Ao colaborarem com os herodianos, os
fariseus tinham se afastado para bem longe do ideal do Antigo Testamento para o
povo de Deus (cf. Dt 17.15). Para mais informações sobre essa conspiração ver
Mc 8.15; 12.13.
* 3.8 grande multidão.
A frase é repetida duas vezes (vs. 8, 9). O ministério público de Jesus, a
despeito da oposição da elite governante, (v. 6), está se tornando um movimento
de massa. Jesus é tão pressionado pela multidão que precisa refugiar-se num
pequeno barco (v. 9). O povo, de toda parte, vem à Galiléia para ouvir a Jesus.
* 3.11 quando o viam.
Ainda que as multidões sejam constituídas de judeus (cf. 7.26-29), Jesus está
se defrontando constantemente com pessoas possuídas por espíritos malignos. Na
presença de Jesus, a verdadeira natureza do combate torna-se evidente (Ef
6.12). Os demônios são desmascarados e revelam a verdadeira identidade de
Jesus, o Filho de Deus (1.1; 15.39, notas).
* 3.12 advertia severamente.
Ver 1.34, 43.
* 3.13 os que ele mesmo quis.
Marcos dá ênfase ao fato de que a escolha dos apóstolos tem origem no
determinado propósito de Jesus.
* 3.14 designou doze.
Num tal contexto, a significação do número doze dificilmente pode passar
despercebida. Jesus estava estabelecendo a constituição do novo Israel (Mt
19.28). Ver Os Apóstolos, em At
1.26.
para estarem com ele. Um sinal que aponta
para a singularidade dos doze é o tempo que eles passam com o Jesus terreno,
um tempo de preparação.
pregar. Outra vez (1.14, 17) é a
prioridade da missão de pregar juntamente com o exorcismo. O tempo de
preparação tem um ênfase marcantemente prática.
* 3.18 Tadeu. Marcos e Mateus
(10.2-4) listam nomes idênticos para os doze. A lista paralela de Lc 6.12-16
(cf. At 1.13) tinha Judas ao invés de Tadeu. Uma possível explicação
desta diferença é que Tadeu pode ter tido um segundo nome, Judas.
zelote. Ver nota em Mt 10.4.
* 3.19 Iscariotes.
Alguns crêem que Judas era um revolucionário político, porque Iscariotes pode
ter sido uma derivação do Latim sicarius, assassinos. Mais
provalvelmente, no entanto, a palavra deve ter uma origem semítica ish,
que significa homem (de) e Queriote, uma cidade, em Israel, perto de
Hebrom (Js 15.25).
* 3.21 parentes de Jesus.
Alguns intérpretes identificam estes como a família de Jesus; outros propõem
companheiros ou amigos. Contudo, o grupo está possivelmente identificado no v.
31, como seus irmãos e sua mãe.
Está fora de si. A frase expressa uma
atitude de descrença para com Jesus da parte daqueles que, humanamente, estavam
mais próximos dele.
* 3.22 Belzebu. O termo grego beelzeboul,
o deus de Ecrom (2Rs 1.2; Mt 10.25, nota). Os fariseus usam esta palavra como
um nome para Satanás, e acusam Jesus de expulsar demônios pelo poder de
Satanás.
* 3.23-27 parábolas.
Ver nota em 4.2. Esta parábola ilustra a declaração de Jesus de que o reino já
chegou (Mt 12.28), porque um mais forte do que o valente está presente e é
capaz de amarrar Satanás e livrar o povo de seus domínios.
* 3.29 blasfemar contra o Espírito Santo.
Para várias formas de blasfêmias, ver
2.7; Êx 22.28; Lv 24.10-16; Ez 35.12,13; Jo 10.33-36; At 6.11. A blasfêmia
imperdoável especificada aqui é o ato de associar, deliberadamente, o poder e a
obra de Jesus que está cheio do Espírito Santo com a obra de Satanás. Isto
é identificar o bem espiritual supremo com o mal espiritual supremo endurecendo
o coração de maneira a tornar o arrependimento e, portanto, o perdão
impossíveis. Ver nota teológica O Pecado Imperdoável, índice.
* 3.31
mãe... irmãos. Ver v. 21 e nota. Os estudiosos
católicos romanos, para quem a virgindade eterna de Maria é um dogma, sustentam
que irmãos pode referir-se a relacionamentos mais amplos de família,
apontando para Gn 13.8; 14.16; Lv 10.4; 1Cr 23.22. Contudo, em Marcos o termo
parece ser sempre usado para significar irmãos de sangue dos mesmos pais. Mt
1.25 indica que Maria e José começaram a ter relações conjugais normais, depois
do nascimento de Jesus, acrescentando um sentido adicional à designação de
Lucas (2.7), onde Jesus é chamado o primogênito de Maria.
* 3.35 qualquer que fizer a vontade de Deus.
A chegada do reino de Deus muda os relacionamentos humanos. Os que se opõem ao
seu progresso quer sejam mães ou irmãos devem ser deixados; os que estão no
reino se tornam nossos amigos mais íntimos, mais próximos e mais queridos que
quaisquer outros.
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sergiovalentin
O
Evangelho segundo Marcos
O Autor
Nenhum
dos quatro Evangelhos declara seu autor. Juntos, fornecem à Igreja um
testemunho autorizado e coletivo da pessoa e da obra de Jesus através dos
apóstolos um tema freqüentemente enfatizado em Marcos (3.14; 4.10; 5.37; 8.32
e notas). Não há nada de inconsistente nos apóstolos se utilizarem de
cooperadores tais como João Marcos, cujo o nome aparece no alto deste
Evangelho, para transformar este testemunho individual e coletivo em escrita.
Quanto aos relacionamentos entre João Marcos e os apóstolos, ver At 12.12,25;
13.5, 3; Cl 4.10; 2Tm 4.11; Fm 24.
A
autoria de Marcos é estabelecida por certas considerações externas. Apesar de o
título Segundo Marcos não ser original, ele aparece em todas as antigas
listas canônicas e em muitos manuscritos arcaicos e acredita-se que tenha sido
incluído bem no início da história do texto. Em segundo lugar, os primeiros
pais da Igreja tais como Papias (140 d.C.), Justino Mártir (150 d.C.), Irineu
(185 d.C.) e Clemente de Alexandria (195 d.C.), afirmam que Marcos escreveu o
segundo Evangelho. Papias refere-se a Marcos como o intérprete de Pedro.
Outra razão para se aceitar a autenticidade da autoria de Marcos é que, nos
segundo e terceiro séculos da Igreja, livros que falsamente afirmavam ter
autoria apostólica geralmente atribuíam sua autoria a apóstolos bem conhecidos
em vez de figuras secundárias como João Marcos.
No
próprio texto, uma indicação velada da ligação de Marcos com este Evangelho
pode ser observada em outra nota aparentemente irrelevante de um certo rapaz
que fugiu quando Jesus foi preso. Alguns intérpretes sugeriram que esta é a
forma de Marcos referir-se a si próprio na ocasião (14.51, nota). A evidência
possível da posição de Marcos como intérpretede Pedro (acima) é a ordem
cronológica simplificada dos acontecimentos em Marcos, que se reflete na
narração de Pedro daqueles fatos no Livro de Atos (At 3.13, 14; 10. 36-43).
Data e Ocasião
Se
Marcos foi usado por Mateus e Lucas, ele é o mais antigo dos Evangelhos e não
pode ser datado depois do ano 70 d.C. aproximadamente. Geralmente é admitido
que os Evangelhos de Mateus e Lucas foram escritos por volta de 80 a 90 d.C. De
qualquer forma, se os livros de Lucas e Atos foram concluídos em torno de 62
d.C., quando termina a narrativa de Atos, Marcos seria ainda anterior. Além
dessas considerações, há base para argumentar que todos os livros do Novo
Testamento foram escritos antes de 70 d.C., a data da destruição do templo em
Jerusalém e, portanto, ele vem da primeira geração apostólica.
Os
pais da Igreja sustentavam que Marcos foi dirigido à igreja de Roma ou,
genericamente, à Itália. Esta tese é
reforçada pela associação de Marcos com Pedro, que em 1Pe 5.13 dirige-se aos
cristãos na Babilônia (uma provável referência a Roma), pela influência do
latim no texto grego; e pela provável referência aos membros da igreja de Roma
(15.21; cf. Rm 16.13). A tradução de termos semíticos (3.17; 5.41; 15.22) e a
cuidadosa explicação dos costumes judeus (7.2-4; 15.42) sugere que são
previstos leitores gentios, embora sem excluir gentios convertidos ao judaísmo.
Características e Temas
1.
O Propósito do Evangelho
O
primeiro propósito de Marcos é apresentar por escrito o testemunho dos
apóstolos aos fatos da vida, morte e ressurreição de Jesus. Marcos não pretende
escrever uma biografia completa ou mesmo um completo relato do ministério
público de Jesus. O registro histórico é simplificado, adaptando-se à estrutura
básica da proclamação do Evangelho: o início do ministério de Jesus com João
Batista; o ministério público de Jesus na Galiléia e nas regiões
circunvizinhas; e sua jornada final a Jerusalém para o sacrifício na cruz.
Segundo o Evangelho de João, Jesus fez pelo menos cinco visitas a Jerusalém
(Marcos 1.14, nota). Mateus e Lucas registram mais dos ensinamentos de Jesus do
que Marcos, mas o objetivo de Marcos é diferente. Usando detalhes históricos,
ele apresenta uma narrativa ampla do que os apóstolos pregavam sobre a cruz de
Cristo (At 1.21, 22; 2.22-24; 1Co 2.2).
2.
Jesus como o Verdadeiro Israelita.
Marcos
retrata Jesus como o verdadeiro Israelita cuja vida completa demonstra a
necessidade de submissão à Palavra escrita de Deus (1.13, nota; 12.35-37).
Neste aspecto, e mais genericamente no
serviço e no sofrimento (8.34-9.1), Jesus é apresentado e apresenta a si
próprio como o modelo para seus discípulos.
3.
Jesus como o Filho de Deus.
Marcos
apresenta a divindade de Jesus como Filho de Deus e Filho do Homem (1.11; 2.10,
28; 3.11; 5.7; 9.7; 14.62; 15.39) brilhando através do estado ambíguo de
humilhação necessário para seu chamado messiânico terreno. Marcos também chama
a atenção para o desejo de Jesus esconder sua verdadeira identidade como
Messias e Filho de Deus (o assim chamado segredo messiânico) daqueles que
inevitavelmente não o entenderiam (1.34, 44; 3.12; 5.43; 7.36,37; 8.26, 30;
9.9).
4.
O Evangelho como o Poder de Deus.
Marcos
enfatiza a importância da pregação e do ensino da mensagem do Evangelho, não
apenas como uma verdade teológica mas como o poder de Deus (12.24; cf. Rm
1.16) sobre o mal e a doença (1.27; cf. 16.15-18).
5.
A Missão aos Gentios.
Marcos
mostra o interesse de Jesus para com os gentios e a validade da missão da
Igreja para eles. Esta ênfase aparece no perfil básico do livro, no cuidado
tomado para explicar os termos e os costumes judaicos, na declaração de que o
templo era uma casa de oração para todas as nações (11.17), e na confissão
final de Cristo pela boca de um gentio (15.39).
Dificuldades de Interpretação
A
questão do estilo literário do Evangelho de Marcos tem ocupado estudiosos
continuamente, especialmente nos últimos duzentos anos. A questão é
importante porque determina o contexto
para se interpretar os elementos individuais do Evangelho. Alguns acreditam que
os Evangelhos têm um único estilo literário, correspondente a uma mensagem
Cristã única. Outros acham que os Evangelhos devem ser comparados às biografias
gregas e romanas que combinam em uma obra literária feitos extraordinários e
ensinamentos memoráveis. Os Evangelhos diferem de tais biografias, mais
notadamente na ênfase que colocam nos últimos dias e na morte de Jesus, e no
seu silêncio sobre a maior parte de sua vida adulta. Já foi dito que os
Evangelhos são narrativas da Paixão com longas introduções.
Marcos
mesmo situa o começo de seu Evangelho no Antigo Testamento (1.1-4, notas), e
seu ponto de referência básico deve ser encontrado lá, especialmente no livro
de Êxodo. Êxodo é o documento de uma Aliança cujo enfoque é o registro de como
a Aliança foi iniciada sob a liderança de Moisés. Este enfoque corresponde nos
Evangelhos ao significado da morte de Jesus, na qual ele derramou o sangue da
Nova Aliança (14.24 e nota). O resto do Êxodo diz respeito à carreira de
Moisés, o mediador da Aliança; um registro dos sinais que Deus realizou através
dele para estabelecer a fé do povo de Deus no meio do Egito incrédulo; e um
registro da legislação da Aliança. Da mesma forma, Jesus chamou para si um novo
povo, demonstrando sua autoridade através de milagres e sinais, e outorgou seu
ensinamento como o novo mandamento (Jo 13.34) da Nova Aliança. Como um
registro da vida e dos ensinamentos de
Jesus, Marcos assume seu lugar na história da redenção como um documento canônico
do Novo Testamento.
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sergiovalentin
Evangelho
de Marcos
1.1 16.20
2-6 João Batista
7-8 João dá testemunho de Jesus
9-11 O batismo de Jesus
12-13 A tentação de Jesus
14-15 Jesus volta para a Galiléia
16-20 A vocação dos discípulos
1.16-8.30 Jesus, o Messias
1.16-3.12 Atividades e ensinamentos de Jesus
21-28 A cura de um endemoninhado em Cafarnaum
29-31 A cura da sogra de Pedro
32-34 Muitas outras curas
35-39 Jesus se retira para orar
40-49 A cura de um leproso
2. A cura de um paralítico em Cafarnaum 1-12
13-14 A vocação de Levi
15-17 Jesus como com pecadores
18-22 Do jejum
23-28 Jesus é o Senhor do sábado
3. O homem da mão ressequida 1-6
7-12 Jesus se retira. A cura de muitos a beira-mar
13-19A escolha dos doze discípulos
3.13-6.6 Proclamação do Reino de Deus
20-30 A blasfêmia dos escribas
31-35 A família de Jesus
10-20 A explicação da parábola
21-25 A parábola da candeia
26-29 A parábola da semente
30-32 A parábola do grão de mostarda
33-34 Por que Jesus falou por parábola
35-41 Jesus acalma uma tempestade
5. A cura do endemoninhado geraseno 1-20
21-24 O pedido de Jairo
35-43A ressurreição da filha de Jairo
25-34A cura de uma mulher enferma
6. Jesus prega em Nazaré. É rejeitado pelos
seus 1-6
7-13 As instruções aos doze
6:7-8:30 Jesus se revela como Messias
14-29 A morte de João Batista
30-44 A primeira multiplicação de pães e peixes
45-52 Jesus anda por sobre o mar
53-56 Jesus em Genesaré
7. Jesus e a tradição dos anciões 1-23
21-23 O que contamina o homem
24-30 A mulher síro-fenícia
31-37 A cura de um surdo e gago
8. A segunda multiplicação de pães e peixes
1-10
11-13 Os fariseus pedem um sinal do céu
14-21 O fermento dos fariseus e o de Herodes
22-26 A cura de um cego em Betsaida
27-30 A confissão de Pedro
8:31-33 11.11Jesus prediz a sua morte e ressurreição
8:31-16:20 Jesus o Filho do Homem
34-38 O discípulo de Jesus deve levar sua cruz
9.2 A transfiguração 2-9
9-13 A vinda de Elias
14-29 A cura de um jovem possesso
30-32 De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição
33-37 O maior do reino dos céus
38-41 Jesus ensina a tolerância e a caridade
42-48 Os tropeços
49-50 Os discípulos, o sal da terra
10. Jesus atravessa o Jordão 1
2-12A questão do divórcio
13-16Jesus abençoa as crianças
17-22O jovem rico
23-31O perigo das riquezas
32-34Jesus ainda outra vez prediz sua morte e
ressurreição
35-45O pedido de Tiago e João
46-52A cura do cego de Jericó
11. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém
1-11
12-14A figueira sem fruto
11:12-13:37Atividade de Jesus em Jerusalém
15-19A purificação do templo
20-26O poder da fé
27-33A autoridade de Jesus e o batismo de João
12. A parábola dos lavradores maus 1-12
13-17 A questão do tributo
18-27 Os saduceus e a ressurreição
28-34 O grande mandamento
35-37 O Cristo, filho de Davi
38-40 Jesus censura os escribas
41-44 A oferta da viúva pobre
1-2 A destruição do templo
3-13 O principio das dores
14-23 A grande tribulação
24-27 A vinda do Filho do Homem
28-32 A parábola da figueira. Exortação a vigilância
14. O plano para tirar a vida de Jesus 1-2
14:1-16:20Paixão, morte e ressurreição
3-9 Jesus ungido em Betânia
10-11 O pacto da traição
12-16 Os discípulos preparam a Páscoa
17-21 O traidor é indicado
22-26 A Ceia do Senhor
27-31 Pedro é avisado
32-42 Jesus no Getsêmani
43-50 Jesus é preso
51-52 Jesus seguido por um jovem
53-65 Jesus perante o Sinédrio
66-72 Pedro nega a Jesus
15. Jesus perante Pilatos 1-15
16-20Jesus entregue aos soldados
21Simão leva a cruz de Jesus
22-32A crucificação
33-41A morte de Jesus
42-47O sepultamento de Jesus
16. A ressurreição de Jesus 1-8
9-11 Jesus aparece a Maria Madalena
12-13 Jesus aparece a dois dos seus discípulos
14-18 A ordem para a evangelização
19-20 A ascensão de Jesus
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sergiovalentin
Esse episódio revela três verdades centrais: Cristo como o centro, a divergência entre a Palavra verdadeira e a religiosidade de aparências, e a coragem de Jesus em enfrentar a rejeição.
Marcos 3:1-6 nos apresenta uma cena marcante: Jesus entra na sinagoga, encontra um homem com a mão ressequida e, diante da frieza dos religiosos, o chama para o meio e o cura.